quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Orceu Radar

Preço dos insumos dá trégua, mas planejamento segue como diferencial

Aço e cimento estabilizam após dois anos de volatilidade; especialistas dizem que vantagem fica com quem orça e compra com precisão.

Rafael Nogueira

25 de junho de 2026

O setor da construção civil vive um ciclo de transformação em que método, dados e tecnologia deixaram de ser diferenciais e passaram a ser condição de sobrevivência. O tema desta reportagem é mais um capítulo desse movimento.

Conversamos com gestores, engenheiros e especialistas de mercado para entender o que está mudando na prática, quais erros mais se repetem e o que separa as empresas que crescem das que apenas reagem ao mercado.

O contexto

Nos últimos anos, a pressão por margem apertou: insumos voláteis, mão de obra escassa e clientes mais exigentes. Nesse cenário, decisões tomadas no improviso custam caro — e a diferença entre lucro e prejuízo passa pela qualidade da informação disponível na hora de decidir.

Quem não mede, não gerencia. E quem não gerencia, entrega a margem para o imprevisto.

O que fazer agora

  • Organize o histórico de obras: ele é a sua melhor base de precificação.
  • Padronize apontamentos de campo antes de investir em ferramenta.
  • Reveja índices e composições a cada ciclo de compra relevante.
  • Trate orçamento e planejamento como processo contínuo, não como evento.

A conclusão dos especialistas é convergente: tecnologia amplifica o que a empresa já é. Com método, ela acelera resultados; sem método, acelera problemas.